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O vinho foi dado ao homem para acalmar suas fadigas - EURÍPIDES
Para se produzir vinhos tintos, são necessárias uvas tintas, pois a cor dos tintos vem dos pigmentos (antocianinas) contidos nas cascas das uvas tintas.
Também nas cascas das uvas tintas existe um componente típico, os taninos, responsáveis pela sensação gustativa de adstringência, ou travo na boca.
Pode-se dizer que quanto mais cor, mais tanino terá um vinho tinto, com ressalva para algumas variedades de menor tanino e para os vinhos maturados (ver abaixo).
Esteira conduzindo as caixas de plástico contendo as uvas colhidas
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| Lançamento das uvas no tanque de recepção |
Eixo helicoidal que conduz as uvas para o desengaçador |
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| Máquina de desengaçamento em operação (esquerda) e o engaço recolhido ao final da operação |
A fermentação é a reação química que acontece dentro do mosto, transformando o açúcar das uvas em álcool. Este processo pode ser feito em tonéis de madeira ou de aço inox.
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| Tanques de aço inox | Tanques de madeira |
Para iniciar a fermentação, utilizam-se leveduras selecionadas (pé-de-cuba). A temperatura de fermentação varia de 25 a 30 ºC, mas atualmente usam-se tanques com temperatura controlada para se obter resultador mais finos e intensos em aromas e sabores.
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| Visão do interior do tanque de fermentação, mostrando o mosto em fermentação tumultuosa com a espuma resultante da liberação de CO2 | Detalhe do mosto em fermentação tumultuosa, mostrando o "chapéu" formado pelas cascas que ficam boiando na superfície do liquido | Detalhe do chapéu na superfície do mosto; a maioria das cascas das uvas já sofreu maceração (perda da cor pela ação do álcool formado) e algumas ainda estão pigmentadas |
Maceração (48 hs - 5 dias) : fermentação tumultuosa com parte sólida (cascas, sementes), em tonéis ou em recipientes com movimento automático (Vinimatic)
Chapéu
Remontagem
Vinho flor
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| Remontagem - bombeamento do mosto do fundo do tanque para a superfície de modo a expor as cascas do chapéu à maceração do álcool de modo a melhor extrair os pigmentos que conferem a cor ao vinho | Vinimatic - tanque deaço inox que, como uma betoneira, gira continuamente, realizando uma remontagem mais efetiva e melhor controlada |
Chaptalização (correção do açúcar), se necessário
Descube (separação da parte sólida)
Bagaço
Vinho Inferior ou destilado
1ª trasfega - o vinho é bombeado para outro tanque, separando as cascas e borras.
Fermentação secundária ou malolática (20-40 dias) - fermentação complementar que transforma o ácido málico (mais duro ao paladar) em ácido lático (mais macio).
2ª trasfega
Trasfega
Em recipientes inox ou de concreto revestidos de epoxi ou tonel de carvalho (3-4 meses) com sucessivas trasfegas (trocas entre recipientes), seguida da análise e correção do anidrido sulfuroso
Em várias regiões do mundo é comum misturar-se diferentes uvas, em proporções controladas pelo enólogo, com o objetivo de se criar um vinho mais equilibrado e mais rico em características. Esses são vinhos de corte, ou de assemblage (montagem, em francês). A mistura de uvas em nenhuma hipótese caracteriza vinhos qualidade inferior. Exemplos de vinhos de corte tradicionais são os Bordeaux (FR), Valpolicella e Chianti (IT)
Caso o vinho utilize apenas uma cepa ou variedade de uva, ele é chamado de Varietal.
Os vinhos tintos se beneficiam de um estágio em pipas ou barricas de madeira (preferencialmente carvalho), onde os taninos jovens são 'amaciados' pelo contato com a madeira, diminuindo o tempo necessário para que o vinho fique mais agradável de beber.
O tempo de maturação varia de alguns meses a vários anos, dependendo do vinho, da região e dos objetivos do enólogo.
O padrão de barricas utilizado é o bordalês, de 225 litros. No Brasil, tem-se utilizado barricas de 300 litros.
Dentre as madeiras utilizadas, a mais qualificada é o carvalho francês, o melhor de todos por sua finesse e resultados, em 3 variedades: Tronçais, Limousin e Allier. O Tronçais é o mais fino e valorizado. São barricas muito caras, chegando a 1000 dólares cada. As barricas podem ser reutilizadas alguns anos em seguida, sendo comum acontecer uma mistura entre barricas novas e usadas.
Muito utilizado, o carvalho Americano, vem dos USA. É mais rude, puxa mais para os sabores de madeira verde, se usado em excesso abafa a fruta dos vinhos. Como é mais barato, é muito usado nos vinhos de custo menor.
Uma nova opção, o carvalho Esloveno produz resultado mais fino que o Americano, sendo similar aos franceses menos nobres. Espanha e outros países da Europa estão mesclando esse carvalho, que reduz os custos de produção com resultado superior ao carvalho Americano.
Também feita depois da estabilização, serve para aglutinar as impurezas para decantação.
Colagem: clara de ovo, caseína, cola (peixe ou osso), bentonite, gelatina, etc.
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| Separação das claras dos ovos. São usadas 6 a 7 claras por barrica de 225 litros |
As claras são batidas e adicionadas em cada barril |
Filtração: filtros de diatomácea ou de milipore (acetato de celulose) ou, como alternativa, centrifugação.
Equipamento de filtragem de diatomácea
Duração de 1 mês a vários anos anos, dependendo do tipo de vinho
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